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quinta-feira, 8 de abril de 2010

SER ESTUDANTE





Ser estudante é fatal



É como estar perdido num matagal.


Mas ao mesmo tempo é caminhar para um futuro melhor


É deixar para trás este presente pior.


Ser estudante é estar sujeito a não ter nada


E amanhã ter tudo.


Ser estudante é combater contra tudo!


Mas a vida é assim, a vida corre,


E no fundo, no fundo não há vida melhor


Do que a vida de estudante.


Jorge Davyes






Ser estudante é ter uma paciência abundante

É ter coragem claramente

Agarrar os sonhos de vida facilmente

Ser estudante é difícil

Mas não é impossível.

Basta aceitar o bem e o mal

O que é normal e natural.

Ser estudante é ter moral.

Ser estudante é programar o futuro.

Ser estudante é vida boa.

Ser estudante é vida dura.

Ivanildo


 
Ser estudante



É ser autónomo


É ser responsável


É usar palavras sem saber como


É ser aproveitável.


Ser estudante é difícil


Mas não é ser inútil.


Ser estudante é ter conhecimento


Usando a magia do desconhecimento.




Ser estudante é desenvolver as capacidades


É saber aproveitar oportunidades


Usando a inteligência.


É contrapor a negligência.


Ser estudante não é ser o primeiro


Mas sim ter a força de um guerreiro.


Ser estudante é ter cabeça


Para manusear a caneta.


Ser estudante é ter objectivos



Com caracteres reflectivos


E os outros saber encaminhar


Para um caminho futuro


Sem obstáculos e seguros


É ter ideias infinitas


E não ficar apenas por escrito


Ser estudante é ter garra


E chegar ao fim


Ver os objectivos concluídos.




Iolanda Andrade, João Nascimento,  Yara Djaló


 
Ser estudante

Não querer aprender

Nem saber ensinar

Estudante é o que não queremos ser,

Preferimos vadiar

Rebelde e também calão

Inteligente? Ninguém diz que não

Dizem: “ estão no início da vida, para onde irão?”

Levantar cedo e na mala pegar

É um desespero, queríamos passear!

Ouvir os professores, e ter de nos concentrar

É algo difícil, passamos a vida a falar….

Não queremos estudar, nem pensamos em trabalhar.



Ser estudante é uma contradição

É desesperante, preferimos outra profissão

Os pais e professores, o dia de amanhã nos ajudam a planear

Mas fingimos não os ouvir só para os chatear.

Na chegada à escola há muitos colegas a cumprimentar.

Cumprimentos complicados, que gostamos de mostrar!

E naqueles dias de sol, numa sala fechados

A praia ao longe a chamar, ficamos desesperados.

E aqueles colegas que são chatos e tanto nos chateiam

Têm a mania que são espertos, depois é que se queixam.

Mas também há aqueles com quem gostamos de estar

Muitas aventuras vivemos, para mais tarde relembrar.

No dia de amanhã tudo acabará

Na nossa memória, a lembrança de ser estudante permanecerá.

Nessa altura as saudades virão,

Já entrámos numa nova aliança

E agora temos de respeitar o patrão.

Elaine Conceição; Vanessa Isidro


Ser estudante é compreender



E aprender,


Ter amigos ou inimigos.


A vida de estudante nunca tem fim.


É conhecer professores e não reconhecer professores.


É ser amigo dos amigos, e das pessoas que mais gostamos.


A escola é uma eternidade.




Bruno Luís, Jorge Pereira




Ser estudante é ser exemplo.

É ter capacidade e ter talento.

Praticar o que aprendemos

E pouco a pouco vencemos.



Ser estudante é ser paciente

É olhar para o futuro de forma convincente.

É viver uma rotina

É cumprir doutrinas

É saber ouvir

E não desiludir.



Ser estudante é ser feliz

E cumprir tudo o que o professor diz.

É ter coragem

E uma grande força de vontade

É ter momentos difíceis

E momentos quase impossíveis.



Ser estudante é ter um objectivo,

E buscar cumprir,

E não desistir.


Jacinto, Marcos




Ser estudante é uma aventura,



É como ser um copo vazio.


Entramos numa aula, começa a matéria,


Uma informação, enche-se o copo vazio.






Ser aluno é caminhar


para o futuro.


Dias bons e maus


Mas sempre com a mente nos estudos.






É um caminho longo


Da infância à idade adulta,


Mas com muito trabalho


O objectivo é alcançado com alegria.






Preparar o futuro


Preparar a profissão


Com os professores a dar o estudo


E nós a entrar em acção.






Ser aluno é esperança


É caminhar para o futuro.


É força de exemplo


Coragem e vontade


É ser guerreiro para a eternidade.


Bruno Gomes, Rogério

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Amor é fogo que arde sem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís de Camões

Afinal, O que é o AMOR?

"Quem ama nunca sente medo de contar os seus segredos."
"O amor é um sentimento muito forte, provavelmente o maior e o mais forte sentimento que existe."
"O amor não tem olhos, não tem pernas, nem braços
 Mas o amor faz chorar, gritar .
 Nunca ninguém viu o amor, mas sentiu"
" Amor é algo único e inexplicável, por isso como podemos nós dizer que sabemos o que é o amor?"
" O amor é um sentimento que se sente mas não se vê"
" Não sei explicar o amor"
" Amor é paixão sem limite"
" O amor às vezes dá-nos vontade de gritar"
" O fruto do nosso maior ódio é o nosso maior amor"
" Não consigo explicar o que é o amor. Se o nosso grande poeta Luís Vaz de Camões não conseguia articular as melhores palavras para definir o amor, quem sou eu para o definir?"
" O amor provoca as lágrimas mais frias e os beijos mais quentes."
" O amor é chuva em tempo de seca."
" Amor é também ser amigo(a)"
" O amor é cego"
" O amor é abstracto"
" Um sentimento inconfundível que toma conta do nosso ser."
" É amar e ser amado."
" O amor não tem definição."

domingo, 10 de janeiro de 2010

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

domingo, 13 de dezembro de 2009

O que é, afinal, um diário?

O que é, afinal, um diário?

 “Este livro, que vida havendo e saúde não faltando terá continuação, é um diário. Gente maliciosa vê-lo-à como um exercício de narcisismo a frio, e não serei eu que vá negar a parte de verdade que haja no sumário juízo (…). Escrever um diário é como olhar-se num espelho de confiança, adestrado a transformar em beleza a simples boa aparência ou, no pior dos casos, a tornar suportável a máxima fealdade. Ninguém escreve um diário para dizer quem é. Por outras palavras, um diário é um romance com uma só personagem. Por outras palavras ainda, e finais, a questão central sempre suscitada por este tipo de escritos é, assim creio a sinceridade.
José Saramago, Introdução a Cadernos de Lanzarote Diário – I

domingo, 6 de dezembro de 2009

O diário de Zlata

Módulo 1 - Textos autobiográficos
O Diário

2ª feira, 30 de Março de 1992


Diário, sabes no que pensei? A Anne Frank chamou «Kitty» ao seu Diário, porque é que não arranjo um nome para ti? Vejamos...

ASFAL TINPA PIDZAMET A

SEFIKA HIKMET A

SEVALA MIMMY

ou outro nome qualquer?

Procuro, procuro...

Já escolhi! Vais-te chamar Mimmy.

Vamos começar.

Dear Mimmy,

Está quase a acabar 0o trimestre na escola. Estão todos a preparar-se para os exames. Devíamos ir amanhã a um concerto em Skenderija, mas o nossoprofessor aconselhou-nos a que não fôssemos porque já iam dez mil pessoas -perdão, dez mil crianças -e corria-se o risco de haver reféns ou caírem bombas (‘!) e a minha mãe disse que não. Portanto, não vou.

Nem acreditas!... Sabes quem ganhou o concurso Yugovisão? Extra Nena!! Olha, até tenho medo de te dizer que a tia Melica me contou: ouviu dizer no cabeleireiro que no sábado, dia 4 de Abril de 1992, BUM-BUM, PAN-PAN, BANG-BANG, Sarajevo. Eu traduzo: vão bombardear Sarajevo.

Amo-te Zlata.

6ª feira, 3 de Abril de 1992

Dear Mimmy,

A minha mãe esta a trabalhar, e o meu pai esta numa audiência em Zenica. Voltei a escola e estou preocupada: A Azra vai hoje para a Áustria. Ela tem medo da guerra. UARF! UARF! UARF!, mas, no entanto, eu penso no que tia Melica ouviu no cabeleireiro. O que e que eu faço se Sarajevo for bombardeada? A Safija está cá, e eu ouço a Rádio-M. Sinto-me mais tranquila.

A minha mãe diz que o que a tia Melica ouviu no cabeleireiro é desinformação. Espero que ela tenha razão!

O meu pai voltou de Zenica. Está muito preocupado e diz que o que viu na estação de caminhos-de-ferro e na estação de camionagem é horrível. As pessoas fogem de Sarajevo. Há cenas terríveis. São as vítimas da desinformação. As mães levam os filhos, os pais ficam. Ou então vão os filhos e ficam os pais. Toda a gente chora. O meu pai diz que preteria não ter visto o que viu.

Mimmy, amo-te,

Zlata.



Sábado, 4 de Abril de 1992

Dear Mimmy,

Hoje é o Barim (uma grande testa muçulmana). Não há muita gente nas ruas. É de certeza por por causa da história dos bombardeamentos. Sarajevo não foi bombardeada. Talvez a minha mae tivesse razão quando disse que era desinformação. Obrigada, meu Deus!

Amo-te,

Zlata.


4ª feira, 27 de Maio de 1992

Dear Mimmy,

UMA CARNIFICINA! UM MASSACRE! UM HORROR! UMA ABOMINAIÇÃO! O sangue! Os gritos! Os choros! 0 desespero!

Foi assim na rua Vasa Miskin hoje. Caíram lá dois obuses, e outro no mercado. Nessa altura a minha mãe andava lá perto. Correu a refugiar-se em casa dos meus avos. Eu e o meu pai ficamos loucos porque a minha mãe não aparecia. Vi coisas na televisão, que não consigo acreditar que realmente as vi. É inacreditável. Eu tinha um nó na garganta e dores no estômago. O TERROR. Os feridos eram levados para o hospital. Um asilo. Estávamos constantemente com o nariz encostado à janela na esperança de vermos a minha mãe, mas nada. Ela não aparecia. Deram a lista de vítimas e dos feridos. 0 nome da minha mãe não aparecia. Eu e o meu pai estávamos desesperados. Estaria viva? Às 16 horas o meu pai decidiu ir ao hospital procurá-la. Vestiu-se para sair, e eu fui para casa dos Bobar para não ficar sozinha em casa. Olhei uma última vez para a janela e... VI A MINHA MAE QUE ATRAVESSAVA A PONTE A CORRER! Quando chegou a casa, pôs-se a tremer e ficou lavada em lágrimas. No meio das lágrimas, disse que tinha visto gente despedaçada. Chegaram então os vizinhos, que estavam muito preocupados por causa dela. Graças a Deus a minha mãe está connosco. Obrigada, meu Deus.

F0I UM DIA TERRÍVEL. IMPOSSÍVEL DE ESQUECER.

UM HORROR! UM HORROR!

A tua Zlata.

5ª feira, 28 de Maio de 1992

Dear Mimmy,

Por volta das 22 horas começou tudo a estalar por todos os lados. Nós tínhamos ido a casa do Nedo. Esperei que a Sasa adormecesse e saí do quarto. Olhei do lado da casa de banho e entao... CLING! Partiu-se o vidro da janela da casa de banho. Eu estava sozinha no corredor e vi tudo. Comecei a chorar, numa crise de histeria. Fomos então para a cave. Quando a calma regressou fomos para casa de Nedo para passarmos lá a noite. Hoje, os moradores da Rua Vasa Miskin assinaram um grande livro de condolências e acenderam-se velas. A rua foi rebaptizada: «Rua da Resistência Antifascista.»





6ªfeira, 29 de Maio de 1992

Dear Mimmy,

Estou em casa do Nedo. Consequência do fascismo de ontem: não há um único vidro nas janelas do escritório do meu pai nem na casa dos Bobar. Caiu um obus na casa em frente da nossa, e não sei quantos muito perto. Toda a cidade está em chamas.

A tua Zlata.

5ª feira, 15 de Julho de 1993

Dear Mimmy,

Disseram-me hoje que a tua apresentação é no sábado. Sim, no sábado! E eu estou doente. Como é que vai ser Mimmy?


Sábado, 17 de Julho de 1993

Dear Mimmy,

A APRESENTACÃO.

Uma vez que não te tinha comigo (só lá havia uma parte de ti), tenho de te contar .

Foi formidável. A animadora parecia-se incrivelmente com a Linda Evangelista. Leu extractos teus, Mimmy, com um fundo musical de piano. A tia Irena também lá estava. Simpática e calma como sempre, com uma palavra amável para as crianças e também para os adultos.

Foi no subsolo do Jez, que estava cheio de pessoas maravilhosas – todos os que eu amo, a minha família, os meus amigos, os colegas da escola e, evidentemente, 0S VIZINHOS. Havia electricidade (graças ao grupo electrogéneo) e estava tudo muito bonito à luz de lâmpadas eléctricas. Pela organização, Mimmy, temos de agradecer a Gordana Trebinjac, do Centro Internacional para a Paz, que tudo fez para que a festa fosse a mais bonita possível.

Evidentemente, havia câmaras, fotógrafos e grandes ramos de flores - rosas e malmequeres -em nossa honra, Mimmy.

Mesmo no fim li uma mensagem. 0lha, Mimmy, vou escrever-ta:

«Recorrendo à força da guerra que me enche de horror, tentam tirar-me, arrancar-me subitamente, brutalmente, da margem do rio da paz, da felicidade, da amizade maravilhosa, das brincadeiras, do amor e da alegria. Sou um nadador que não tem nenhuma vontade de mergulhar na água gelada e que é forçado a isso. Estou perturbada, triste, infeliz, tenho medo e pergunto a mim mesma porque me roubaram a minha infância.

Eu vivia feliz cada novo dia, pois cada dia é belo à sua maneira. Eu era feliz por ver o sol, por brincar, cantar, numa palavra, tinha prazer em viver a minha infância - onde eu tinha calor, onde eu estava feliz e contente, ponham de novo lá todas as crianças a quem destruíram a infância e que não têm o direito ao prazer de viver .

A única palavra que eu desejo dizer ao mundo inteiro é PEACE!»

Na apresentação estava também JÚLIO FUENTES, um espanhol. Fotografou-me em cima de contentores (eu enchi-os de agua, esse líquido tão precioso para os habitantes de Sarajevo) e a senhora a quem eles pertenciam ia ficando doida. «Na-ao, vocês vão rebentá-los, os meus contentores.» Mas não, não rebentaram.

De uma maneira geral, correu bem. Evidentemente, Mimmy, pois era a tua apresentação. Apresentei-te. Tu sabes como eu gosto de ti. Apresentei- te com todo o amor que te tenho.

À tarde, quando voltei, a tia Radmila trouxe um grande vaso embrulhado em papel de cores vivas e com uma bonita fita. No vaso, havia um tomateiro, com tomates verdadeiros! Foi o mais belo bouquet que alguma vez me ofereceram.

A Zlata que te adora.





Para saberes mais sobre esta guerra vê http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_da_B%C3%B3snia

Oficina Gramatical - Os Pretéritos


A família Verbo


Senhora dona Maria Acção estava casada há muitos anos com o senhor Manuel Verbo. No Inverno, a lareira, viam televisão e conversavam sobre os filhos e netos. Eram um casal inseparável. […]


O casal Verbo tinha vários filhos. O mais velho era o Modo Indicativo, que tinha sempre a certeza de todas as coisas.


Dos outros havemos de falar.


O Indicativo dera ao casal Verbo cinco netos. Nos seus registos de baptismo, constavam os nomes: Ana Presente do Indicativo, João Pretérito Perfeito do Indicativo, Alberto Pretérito Imperfeito do Indicativo, José Pretérito Mais-Que-Perfeito do Indicativo e Jorge Futuro do Indicativo.


Ana Presente do Indicativo está agora na Universidade. O João Pretérito Perfeito andou na mesma escola que a irmã. O Alberto Pretérito Imperfeito não se adaptava a nenhuma escola. O mesmo não acontecera com o José Pretérito Mais-Que-Perfeito. O Jorge Futuro do Indicativo irá para o infantário da vila.


Mário Santos, Inédito


1. Observa com atenção as seguintes frases:

a) A criança chorou porque o cão a mordera.


b) Ele lera o livro que a mãe lhe oferecera.

c) Fizera um bolo para comemorar.

d) Ela comeu todas as cerejas que a mãe comprara.

e) O jovem declarou que presenciara toda a cena.

f) Ele ficou sozinho porque a mãe viajara para o Brasil.

g) Comera tanto que ficou maldisposto.




1.1. Divide as frases em duas partes.

a)

b)

c)

d)

e)

f)

g)



2. Todas as frases expressam duas acções/situações.

Com base nesta afirmação completa o seguinte quadro.

Situação Anterior                                Situação Posterior

a)

b)

c)

d)

e)

f)

g)



2.1. Qual o tempo verbal utilizado para expressar:

a) a situação anterior _________________________________

b) a situação posterior ________________________________



Concluindo:

O Pretérito Perfeito utiliza-se ________________________________


O Pretérito – mais – que - perfeito______________________________



3. Atenta no seguinte conjunto de frases.

1) Em pequena, eu lia muitos livros de histórias.

2) Ele brincava quando a mãe o chamou.

3) Ela comia muitas gomas, quando era criança.

4) O Eusébio marcava muitos golos, quando jogava futebol.

5) Ontem, trabalhávamos muito, quando chegaste.


Concluindo:
Os verbos a negrito estão no Pretérito Imperfeito e exprimem a ideia de _____________________




APLICA


Preenche os espaços em branco, pondo os verbos indicados no pretérito perfeito simples do indicativo:

Eles ______________ (comer) tudo de repente. Tu ______________ (partir) um copo. Nós ______________ (andar) dois quilómetros, ontem à tarde. Esta manhã, _____________ -me (lembrar/eu) que eram os teus anos e ______________ -te (telefonar). Quando ______________ (atender/tu) o telefone e _____________ (falar), _____________ -te (achar/eu) estranho; depois _______________ (perceber) que te tinha acordado. A Filipa ______________ (insistir) em comprar-te um presente. Os nossos amigos ______________ (cumprir) o prometido e eu ______________ (permitir) que saíssem mais cedo.


Preenche os espaços em branco com o pretérito imperfeito do indicativo dos verbos indicados.

O Manuel ______________ (gostar) de pregar partidas aos amigos. ______________ -lhes (escrever) um cartão a convidá-los e quando eles ______________ (chegar), ____________ (fingir) que a campainha não ________________ (tocar) e ______________-os (deixar) à porta imenso tempo.

Em viagem, nós _____________ (comprar) objectos para recordação; quando _______________ (partir) já ______________ (deixar) espaço nas malas para essas compras. ________________ (gostar) também de experimentar novos sabores e de comer as especialidades da terra.


Completa com o pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo:
Tu _______________ (sugerir) que saíssem antes de acabar, porque a viagem ia ser longa. Nós ________________ (obedecer) ao teu conselho, não fora estarmos tão entusiasmados com o espectáculo! O António _______________ (escolher) a peça e ____________ (acertar) em cheio. Há muito tempo que não víamos um trabalho tão bem feito! Ele e a mulher ________________ (pensar) que seria melhor adquirir os bilhetes com antecedência e realmente _______________ (comprar) antes de falarem connosco.



terça-feira, 1 de dezembro de 2009

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Jogos Gramaticais : Sujeito

1. Lê as frases (1), (2), (3):


(1) Quem fez o trabalho?

(2) O Zé, um jovem simpático, estuda no Porto.

(3) A casa da Rita tem quartos e salas amplos.



1.1 Divide-as nas suas partes mais importantes:

(1) ________________________ / ________________________

(2) ________________________ / ________________________

(3) ________________________ / ________________________



Uma oração contém dois termos fundamentais: o sujeito e o predicado.

2. Observa a seguinte frase:

(4) O cavalo comeu uma maçã.

2.1 Constrói frases novas, substituindo a palavra cavalo por outra palavra da mesma categoria sintáctica. Não podes utilizar nomes de animais e nomes próprios.

(4) (a) O ___________ comeu a maçã.

(b) O ___________ comeu a maçã.

(c) O ___________ comeu a maçã.

(d) O ___________ comeu a maçã.

(e) O ___________ comeu a maçã.

Podíamos colocar “O livro comeu a maçã?”

 O verbo condiciona o nome.



2.2 Como sabes, à palavra cavalo e às palavras que escreveste em vez de cavalo chamam-se nomes. Vê se descobres palavras que sejam nomes nas frases seguintes.

(5) O infeliz teve um acidente.

(6) O lesado apresentou queixa à polícia.

(7) O actor partiu o leque da actriz principal.

Nem todos os nomes são sujeito.

2.3. Substitui a primeira parte da frase por um pronome pessoal. (Ele ou Ela)

(5)______________________________________________

(6)______________________________________________

(7) ______________________________________________


3. Aplica o mesmo teste nas seguintes frases. Vê que parte da frase pode ser substituída por um pronome pessoal.

(8) Os meus amigos Catalães vêm a Portugal em Abril.

_______________________________________________

(9) A rapariga loira teve uma boa nota no teste de matemática.

_______________________________________________

(10) Todos os alunos chegaram a horas.

_______________________________________________

(11) Onde é que a Maria trabalha?

______________________________________________

(12) O Zé foi ferido pelo Pedro.

______________________________________________

Todas as expressões que são sujeito numa frase podem ser substituídas por um pronome pessoal. Esse pronome pode ser combinado com o predicado, e o resultado é uma frase correcta.


4. Observa as seguintes frases:

(13) Fiz o jantar.

(14) Ficámos um bocado sem falar.

(15) Compraste um carro novo.



4.1 Coloca um pronome pessoal antes do verbo e identifica o sujeito das frases.

(13)________________________________________________

(14)_______________________________________________

(15)________________________________________________



Porque acham que o pronome pessoal não aparece nestas frases? É dispensável porque através da flexão verbal (pessoa e número) podemos reconstituir o sujeito.



Sujeito subentendido: O sujeito não está expresso por um elemento nominal ou frásico mas pode ser reconstituído ou subentendido pela flexão verbal.



5. Lê as seguintes frases.

(16) Dizem-se muitos disparates.

(17) Vendem-se casas.

(18) Dão-se pastores alemães com dois meses.



5.1 Reescreve as frases começando por há pessoas que.

(16)_______________________________________________

(17)_______________________________________________

(18)_______________________________________________

Nestas frases é possível identificar um sujeito definido?



Sujeito indeterminado: sujeito com interpretação arbitrária. (alguém)



6. Observa as seguintes frases:

(19) Chove imenso.

(20) Acontece sempre a mesma coisa.

(21) Há neve na Serra da Estrela.



Orações sem sujeito.



Sujeito expletivo/ nulo: sujeito vazio.



7. Constrói frases que contenham:

a) Sujeito composto

_________________________________________________

b) Sujeito subentendido

_________________________________________________

c) Sujeito indeterminado

________________________________________________

d) Sujeito expletivo / nulo

________________________________________________

domingo, 8 de novembro de 2009

Autores de eleição

A turma 1ºTT elegeu os autores:












    Fernando Pessoa














Luís de Camões













Mia Couto
















Carlos Drummond de Andrade











Eça de Queirós


e contou a história das suas vidas.

Biografia de Mia Couto

Mia Couto nasceu na Cidade da Beira (Moçambique) em 1955, filho de uma família de emigrantes portugueses. Publicou os primeiros poemas no "Notícias da Beira", com 14 anos. Em 1972, deixou a Beira e partiu para Lourenço Marques para estudar Medicina. Mas em 1974, começou a estudar jornalismo, como o pai. Mais tarde,tornou-se director da Agência de Informação de Moçambique (AIM).


Em 1985 formou-se em Biologia pela Universidade Eduardo Mondlane e durante os anos 80  publicou os primeiros livros de contos.

Primeiro lançou o livro de poemas, "Raiz de Orvalho" (1983), publicado em Portugal em 1999. Depois, lançou "Vozes anoitecidas" (1986) e "Cada Homem é uma Raça" (1990).Em 1992 publicou o seu primeiro romance, "Terra Sonâmbula".

Outros livros do autor:
"Estórias Abensonhadas" (1994);
 "A Varanda do Frangipani" (1996);
"Vinte e Zinco" (1999);
"Contos do Nascer da Terra" (1997);
"Mar me quer" (2000);
"Na Berma de Nenhuma Estrada e outros contos" (2001);
"O Gato e o Escuro" (2001);
"O Último Voo do Flamingo" (2000);
"Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra" (2002).
"O Fio das Missangas" (2004) é o seu último livro de contos.


Em 1999 recebeu o prémio Vergílio Ferreira  no valor cinco mil euros. Em 2001, recebeu também o Prémio Literário Mário António (que distingue obras e autores dos países africanos lusófonos e de Timor-Leste) atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian por "O Último Voo do Flamingo" (2000).

É o único escritor africano que é membro da Academia Brasileira de Letras.

sábado, 7 de novembro de 2009

Texto Autobiográfico


Tal como todas as outras adolescentes, eu na minha adolescência tive os meus problemas, as minhas desilusões, as minhas revoltas e o que costuma dar mais "dores de cabeça", principalmente às raparigas, os romances. os grandes ou pequenos amores, o que nos deixa drasticamente tristes ou absolutamente felizes. Mas há sempre um dia, uma altura, uma hora, um local, um minuto, até mesmo um segundo que tudo muda. Isso aconteceu comigo e lembro cada gesto, cada palavra, cada pormenor daquele dia, daquele momento.

Lembro-me que não andava feliz. Estava mesmo triste. Mesmo assim, havia sempre um sorriso na cara. lembro-me que era a única que não tinha namorado.
[...]

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Nós,seres humanos, pessoas imperfeitas, passamos por grandes momentos, bons e maus. Momentos que marcam pela positiva ou pela negativa. Nunca sabemos como será o dia de amanhã, para que possamos prevenir certas surpresas.

Algo muito marcante acontecer na minha vida há cinco anos trás, quando os meus país decidiram que eu ia estudar para Portugal. Foi um grande impacto. Não queria deixar a minha cidade, os meus amigos e até mesmo uma parte da minha família.
[...]

Mas tive que me conformar. Quando cheguei a Portugal, o sol não brilhava, a saudade apertava e as lágrimas caiam. Sentia-me obcecado pelo meu país.

Os primeiros dois anos foram assim, mas depois compreendi que o ser humano é um ser adaptável e com algum sacrifício conseguimos alcançar a felicidade.

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A minha primeira viagem sozinha

No ano de 2008, os meus país ofereceram-me uma viagem para Cabo Verde. Quando me disseram que ia viajar sozinha, fiquei histérica. Sempre sonhei viajar sem os nossos país sempre a dizer:
- Hoje vamos para a casa da tua Tia. vamos para o mercado ........

Quando faltava só uma semana, comecei a entrar em pânico. Mas estava tão feliz, por ir passar as minhas férias com os meus avós que não via há uns bons anos, os meus amigos de infância, os meus primos ...

[...]